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As capitais brasileiras com maior percentual de pessoas com depressão

No detalhe por gênero, 23% de toda a população de mulheres de Belo Horizonte aferiram diagnóstico médico para a doença

As capitais brasileiras com maior percentual de pessoas com depressão

Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e divulgada em abril revelou que Porto Alegre é a capital brasileira com maior percentual da população com diagnóstico médico de depressão. A cidade gaúcha tem 17,49% de seus habitantes convivendo com a doença segundo o levantamento.

Os dados estão na pesquisa “Vigitel 2021”, realizada pelo Ministério da Saúde. O levantamento mapeia informações de saúde a partir do contato telefônico com pessoas de capitais de todos os estados do País. 

O estudo mostrou que os porto-alegrenses são os que detém maior número de diagnósticos para depressão entre as capitais e o Distrito Federal. Com resultado muito similar, a capital mineira, tinha 17,15% de sua população sofrendo com depressão em 2021. 

No detalhe por gênero, ao considerar apenas as mulheres, Belo Horizonte lidera o ranking. Na cidade mineira, 23,03% das moradoras convivem com esta doença. A lista é seguida por Campo Grande e Curitiba onde 21,29 e 20,94% das mulheres enfrentam este problema, respectivamente.

Ao considerar a população masculina o percentual de moradores das capitais com depressão é relativamente menor do que o resultado observado na população de mulheres. Em primeiro lugar aparece Porto Alegre, novamente, onde 15,66% convivem com o transtorno. A lista é seguida por Florianópolis e Rio de Janeiro, onde 12,91% dos cariocas têm a doença, assim como 11,73% dos florianopolitanos.


Veja o ranking completo abaixo:

Capitais brasileiras com maiores percentuais de população com diagnóstico de depressão. Arte: Gazeta de S. Paulo, com dados do Ministério da Saúde


População mais velha e mais escolarizada detém maior percentual de depressivos

A pesquisa também detalhou resultados por idade e escolaridade. Neste cenário, os brasileiros que moram nas capitais com idade entre 55 e 64 anos são os mais depressivos entre as faixas etárias pesquisadas, com 13,20% desta população doente. Em seguida vem a faixa de 45 a 54 anos, com 12,03% da população com depressão. 

Percentuais de moradores das capitais brasileiras com depressão, segundo faixas etárias. Arte: Gazeta de S. Paulo, com dados do Ministério da Saúde


O levantamento também aponta que os mais escolarizados apresentam maior percentual de sua população com este diagnóstico médico. Entre aqueles que possuem 12 ou mais anos de estudo, 12,06% enfrentam problemas relacionados à depressão.


Brasileiros demoram 39 meses, em média, para pedir ajuda

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, a pedido da empresa farmacêutica Janssen revelou que Brasileiros demoram, em média, 39 meses - ou seja, 3 anos e 3 meses - para procurar ajuda médica para tratamento de depressão. 

Apesar de os pensamentos suicidas terem incomodado cerca de 4 em cada 10 respondentes antes de buscar o diagnóstico, a demora em procurar ajuda especializada ocorreu, principalmente, pela falta de consciência de se tratar de uma doença (18%), por resistência (13%) e medo do julgamento, da reação dos outros ou vergonha (13%).

Apenas 10% acreditam que a depressão é uma doença com base biológica (e repercussões físicas no corpo). Outros 35% acham que a enfermidade não pode ser tratada com medicamento e 36% acreditam que, para superar a doença, é preciso força de vontade.

Outro estudo recente, publicado na revista The Lancet, aponta que até 80% das pessoas afetadas pela doença no mundo sequer sabem de seu diagnóstico.

O Brasil é o quinto país com mais incidência de depressão no mundo.

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